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Ato no Rio homenageia Rubens Paiva e cobra transformação do DOI-Codi em museu


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Movimentos sociais e organizações de direitos humanos realizaram, nesta quinta-feira (27), o ato Ocupa Rubens Paiva: Tortura Nunca Mais em frente ao 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro, antiga sede do DOI-Codi. O local foi um centro de prisão, tortura e morte durante a ditadura militar.


O evento lembrou os 10 anos da inauguração do busto em homenagem a Rubens Paiva na praça Lamartine Babo, instalada pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio (Senge-RJ) e pela Comissão Estadual da Verdade.


“Esse foi um local de covardias, tortura e morte. Precisamos manter a memória do que houve, para que nunca mais ocorra novamente. Tivemos uma tentativa recente de golpe. O que mostra que temos sempre que estar atentos e mobilizados”, disse Olímpio Alves dos Santos, presidente do Senge-RJ.


Memória e mobilização social


O presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, destacou a importância de preservar a memória dos acontecimentos no DOI-Codi. Segundo ele, o local simboliza violações aos direitos humanos que não devem se repetir.


Entre as entidades presentes no ato estavam SOS Brasil Soberano, Clube de Engenharia, Levante Popular da Juventude, Frente Internacionalista dos Sem Teto, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Grupo Tortura Nunca Mais, União de Negras e Negros pela Igualdade, União Brasileira de Mulheres e Associação Brasileira de Imprensa (ABI).


Cobrança pela criação de um museu


Os participantes do ato reforçaram a necessidade de transformar o prédio em um Museu da Memória, dedicado às vítimas da ditadura militar. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já manifestou a intenção de priorizar o processo de tombamento do local em 2025. A recomendação segue um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que acompanha a tramitação do caso desde 2013.


Histórias de vítimas e familiares


Joana D'Arc Fernandes Ferraz, integrante do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, defendeu a criação do museu e ressaltou a importância de preservar o passado. Seu padrinho, o padre João Daniel de Castro Filho, foi torturado durante a ditadura. Ela afirmou que enfrentou resistência dentro da própria família ao tentar resgatar essa memória.


O arquiteto espanhol Luis Zorraquino, que vive no Brasil há 28 anos, também relatou a experiência de sua companheira, Estrella Bohadana, que foi torturada durante o regime militar. Segundo ele, mesmo após a morte dela, continua participando de atos que cobram memória e justiça. “Ela passou pela tortura no pau de arara. Levou choque elétrico nos mamilos, ouvidos e vagina. Muita barbárie. E é por isso que estamos aqui, lembrando desses acontecimentos, e queremos homenagear todos os grandes revolucionários, especialmente Rubens Paiva e sua família”, diz Luis.


O silêncio sobre esse passado não é uma opção para Luis, que mesmo depois da perda da companheira continua ativo nos atos por memória e justiça. “Estrella me dizia que a tortura só pode ser entendia por quem a vive. E tortura dura a vida toda”.

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